Como fazer gestão financeira para MEI?

Gestão FInanceira para MEI

O número de microempreendedores individuais cresceu bastante no Brasil nos últimos anos, sendo necessária uma gestão financeira para MEI. Os índices apontam para uma crescente ainda maior nos anos futuros, visto que, grande parte das pessoas estão buscando o empreendedorismo como forma de trabalho, deixando de lado os tradicionais empregos que existem. Grande parte desse número de MEIs diz respeito a jovens que estão buscando novos empreendimentos como forma de renda.

Ao todo, segundo dados fornecidos pelo Portal do Empreendedor, cerca de 2 milhões de novos registros foram efetuados apenas nos anos de 2020, sendo o maior número desde a entrada em vigor da lei de regularização da categoria, no ano de 2009. A seguir, iremos falar um pouco mais a respeito de como fazer uma gestão financeira para MEI, de forma a melhorar os rendimentos do empreendimento e alcançar sucesso financeiro.

Veja também:
Como planejar a Independência Financeira?
Dicas e passo a passo para começar a investir seu dinheiro
Qual a vantagem do cartão virtual?

Como fazer o controle financeiro MEI?

O controle financeiro do MEI pode ser feito de diversas formas, desde anotações em uma planilha, onde são registradas todas as vendas feitas pelo comércio, assim como os nomes dos clientes, os gastos da empresa e as formas de pagamento utilizadas pelos clientes. Esse controle pode ser feito diariamente, semanalmente ou mensalmente, conforme a necessidade que o negócio possui. 

Caso seja uma loja ou comércio, o controle pode ser feito diariamente, elencando todas as vendas e gastos, realizando um controle e resumo ao final do mês. É essencial que o microempreendedor crie o hábito de realizar esse balanço de forma disciplinada, dado que não existe milagre nas contas. A criação dessa rotina irá melhorar e simplificar o controle das finanças, ajudando no planejamento e estratégia utilizada no negócio.

Com isso, é possível auxiliar o microempreendedor individual nas futuras decisões que ele precisará tomar, como, por exemplo, comprar mercadorias ou novos equipamentos, assim como a prioridade nos pagamentos das despesas e impostos cobrados pelo Estado, investir na manutenção e infraestrutura dos seus empreendimentos, planejar o fluxo de caixa da empresa e vários outros tipos de ações necessárias para o bom funcionamento da empresa.

Esse controle pode ser feito de forma simplificada, através da ferramenta microsoft Excel, onde é possível acompanhar todas as vendas e serviços, juntamente com os gastos despendidos, elencados em uma planilha simples, fazendo todo o acompanhamento e controle dessas despesas.

Quais são as despesas do MEI?

De acordo com informações cedidas pelo Sebrae, o microempreendedor exerce os papéis tanto de cidadão comum, quanto de empresário, atuando em ambas as searas, ao mesmo tempo, como pessoa física e como pessoa jurídica, criando obrigações tributárias de acordo com a função, sendo específicas para pessoa jurídica e pessoa física. Dessa forma, se enquadra no regime estabelecido pelo Simples Nacional, ficando isento dos tributos cobrados nas esferas federais, como, por exemplo, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o CSLL, IPI, COFINS e PIS.

Entretanto, algumas despesas que fazem parte da atividade do MEI, como o valor de R$45 mensais, por desenvolver atividade que se enquadra no setor de indústria e comércio, juntamente com o valor de R$49 por prestar serviços e R$50 pelos serviços e pelo comércio, todos destinados à contribuição da previdência social, ISS ao ICMS.

O MEI tem por obrigação, além das despesas mencionadas, apresentar a DAS – Declaração Anual Simplificada do MEI, à Receita Federal, ou seja, esse documento tem por finalidade informar todas as movimentações comerciais do ano que se passou. É obrigatória a emissão de relatórios mensais dos rendimentos obtidos, assim como as notas fiscais das vendas ou prestações de serviços feitas pelo MEI a outras empresas.

Além das despesas relacionadas a impostos para funcionamento do estabelecimento, existem outras despesas relacionadas, principalmente, a manutenção do negócio, como, por exemplo, as despesas com fornecedores, a depender do tipo de negócio que a empresa desempenha, os gastos relacionados aos serviços prestados, caso seja uma empresa prestadora de serviços, entre outros.

Por fim, despesas relacionadas a aluguel do estabelecimento, pagamento de um ajudante, se for o caso, e despesas relacionadas ao funcionamento, como é o caso de conta de luz, de internet, etc., Portanto, todas essas despesas fazem parte da vida do microempreendedor, sendo necessárias para o bom funcionamento do estabelecimento comercial e devida regularização da atividade.

O que é necessário para uma boa gestão financeira?

Para uma boa gestão financeira de um empreendimento, independente do porte dele, é necessário saber lidar com todos os recursos disponíveis na empresa, de modo a organizá-los e utilizá-los de forma consciente e correta, aplicando nos locais estratégicos da empresa, com vistas a gastar o menor montante possível e obter o maior lucro líquido capaz de ser obtido nessa operação.

Esse modelo de gestão financeira, visando gastar menos dinheiro e obter mais resultado é bastante utilizado por empresas de grande porte, que evitam desperdiçar dinheiro em coisas que em nada irão acrescentar ao patrimônio da empresa, investindo exclusivamente em setores que trarão retorno financeiro em um curto espaço de tempo, de modo a garantir o bom funcionamento do negócio.

Portanto, para realizar uma boa gestão financeira do empreendimento, é necessário colocar no papel todos os dados referentes a gastos, receitas, pagamentos de fornecedores e investimentos no negócio. Esse balanço irá proporcionar um maior controle, por parte do gestor, de tudo o que entra e o que sai da empresa, o lucro e os gastos básicos necessários ao funcionamento da empresa, dessa forma, o primeiro passo para realizar uma boa gestão financeira é anotar tudo em uma planilha.

Com esses dados em mãos, a tarefa de criar uma boa gestão financeira se torna muito mais fácil, uma vez que, você sabe a respeito de todos os pontos que merecem uma maior atenção, assim como, aqueles que estão gerando prejuízos ao empreendimento, buscando outras formas de torná-los rentáveis ao seu negócio e ao seu empreendimento.

O que fazer para melhorar a situação financeira de uma empresa?

É comum que algumas empresas passem por períodos complicados financeiramente. Isso ocorre por milhares de fatores, muitos deles externos e sem ligação própria  com o negócio. Entretanto, existem algumas ações que podem ajudar o microempreendedor a melhorar a situação financeira da sua empresa, são elas:

Colocar tudo no papel: essa dica já foi bastante explanada durante o artigo, entretanto, merece novamente destaque, visto que, através dela, é possível gerenciar a empresa de forma mais simples, graças aos dados que você juntou sobre os rendimentos e as dívidas;

Separar os seus gastos pessoais dos gastos da empresa: essa dica é bastante simples, mas que pode ser de grande ajuda, visto que, pode haver uma confusão nos lucros da empresa e no que o microempreendedor gasta com sua vida pessoal, sendo necessário separar bem os dois;

Saiba definir os preços dos seus produtos e serviços: na hora de definir os preços praticados no seu empreendimento, leve em consideração os custos relacionados a produção e transporte desse bem até o seu comércio, pois dessa forma, é possível precificar melhor o produto, de maneira a evitar perder dinheiro na venda dos mesmos;

Corte os custos desnecessários: verifique bem os negócios que não estão dando lucro, proporcionando prejuízos ao capital de giro da empresa e pare de comercializar esses bens. Isso fará com que os prejuízos causados na compra desses produtos sejam cortados e o dinheiro possa ser utilizado em outros setores.